Com apoio de Gleydson Nato e Alfredo Junior, Projeto Nina vira referência social em Gurupi

3 de fevereiro de 2026 | 18:51
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Apoio que fortalece projetos que transformam vidas

O fortalecimento de ações sociais passa, necessariamente, pelo apoio de pessoas e empresas que acreditam no impacto real dessas iniciativas. Em Gurupi, o Projeto Nina conta com o incentivo de apoiadores que compreendem a importância de investir na base da sociedade, especialmente na formação de crianças e adolescentes.

Entre esses apoiadores estão Gleydson Nato e Alfredo Junior, além de parceiros da iniciativa privada, como a Viva Celulares e a Zé Baterias, que reconhecem o papel transformador de projetos comunitários que atuam diretamente na prevenção social, educação e construção de valores.

Para Gleydson Nato, iniciativas como o Projeto Nina são fundamentais para o futuro das comunidades.
“Quando você investe em criança, você não está só ocupando o tempo dela. Está formando caráter, evitando caminhos errados e criando oportunidades reais”, afirma.

Alfredo Junior reforça que o desenvolvimento de uma cidade começa pelo cuidado com suas crianças. Segundo ele, apoiar projetos sociais é entender que a proteção, a orientação e o acesso a atividades educativas são pilares para uma sociedade mais justa e equilibrada.

Representantes da iniciativa privada também destacam a importância do engajamento social. Para os parceiros empresariais, apoiar o Projeto Nina é contribuir diretamente para a transformação de realidades, fortalecendo a comunidade e gerando impacto positivo a longo prazo.

Projeto Nina: da dor ao propósito

Criado no final de 2018, o Projeto Nina nasceu de uma história marcada por dor, fé e compromisso. A iniciativa é uma homenagem à Rafaela Cardoso, carinhosamente chamada de Nina, que faleceu em 11 de janeiro de 2017. Antes disso, mãe e filha já realizavam ações sociais juntas, dentro da igreja, sob o nome Amiguinhos de Jesus.

Após um período de luto, a fundadora decidiu retomar o trabalho social, agora levando o nome da filha.
“Foi um compromisso que fiz comigo, com ela e com Deus. Disse que o nome da minha filha não seria esquecido e que eu daria continuidade ao que nós fazíamos juntas”, relata.

A mudança de nome também marcou uma nova fase do projeto, que passou a atuar além dos muros da igreja, atendendo a comunidade em geral.

Esporte como ferramenta de transformação

O futebol tornou-se o principal instrumento do Projeto Nina. Mais do que prática esportiva, ele é utilizado como meio de educação, disciplina, convivência social e formação de valores.

As atividades começaram em um pequeno campinho em frente à residência da fundadora, no Setor Campo Belo. Hoje, graças a parcerias e apoio comunitário, os treinos acontecem de forma gratuita, de segunda a quinta-feira, atendendo crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.

Ao final de cada treino, os participantes recebem lanche, preparado com doações de parceiros locais, como padarias e voluntários da comunidade.

Muito além do futebol

Apesar do esporte ser o eixo central, o Projeto Nina desenvolve diversas ações educativas e sociais. Todos os sábados, às 17h, as crianças participam de encontros com palestras e orientações sobre temas como higiene bucal, educação financeira, empatia, cidadania e valores morais e espirituais.

Além do conteúdo educativo, os encontros incluem alimentação no local, e muitas vezes as crianças retornam para casa com jantar.

O projeto também promove comemorações mensais e datas temáticas, como Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, com atividades educativas, palestras e premiações, envolvendo também as famílias.

Disciplina que forma cidadãos

O acompanhamento das crianças vai além do campo. Antes de ingressar no projeto, é realizada uma conversa com os responsáveis para entender a realidade familiar e escolar de cada participante.

O comportamento na escola, em casa e na comunidade reflete diretamente na participação nos treinos. Casos de indisciplina resultam em punições educativas, como afastamento temporário das atividades esportivas ou exercícios alternativos.

Segundo a coordenação, a maioria das crianças que apresentou comportamentos inadequados conseguiu se reorientar. Apenas poucos casos precisaram ser desligados para preservar o coletivo.

Expansão e reconhecimento

O que começou no quintal de casa ganhou novos horizontes. Atualmente, o Projeto Nina possui extensões em cidades como Peixe, Almas, Conceição do Tocantins e também no Maranhão, mantendo o mesmo compromisso social.

Cerca de 20 pessoas estão diretamente envolvidas no projeto, entre treinadores voluntários, apoiadores e pais atuantes.

Um nome que virou força

Para a fundadora, o nome Nina representa coragem, ânimo, superação e resiliência.
“Falar o nome da minha filha me dá força para continuar. O Projeto Nina representa tudo o que me faz bem e tudo o que ainda podemos fazer pelo outro”, afirma.

Mais do que uma homenagem, o Projeto Nina se consolidou como um legado vivo — um exemplo de como o amor pode se transformar em ação social e o esporte em esperança para dezenas de crianças e adolescentes.


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